Pedra cinzenta.

 Diante de mim pego esta pedra cinzenta,

Sinto o seu descanso depois de uma vida azarenta,

No seu desgaste das suas curvas,

Encontramos a erosão das suas arestas,

Viveu e aprendeu,

É hora de renascer,

Pego-lhe com força,

Olho no horizonte,

E atiro-a ao desconhecido,

A tua vida ainda não acabou,

Saltas e saltitas entre as ondas,

Como de alegria estivesse a chorar,

Corres novamente,

Aceitas o destino,

Mergulhas na tua cumplicidade.

M.

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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