dia santo.

 A brisa do orvalho pela manhã,

Sussurra ao ouvido esperança e lembrança,

Respiras e sentes o sabor do pinheiro,

O som da água pura a passear por entre as pedras,

A tranquilidade de quem anseia,

De um dia que passeia,

Pelas montanhas e pelos campos,

À procura dos momentos,

Numa tormenta de cata-ventos,

Seguem os cavaleiros,

Na luta pela sua donzela,

Serram dentes e partem sem cautela,

O seu amor querem conquistar,

Vertem o seu sangue sem se escudar,

Na vontade de serem dignos do seu leito,

Reclamam para si o direito,

De beijar o seu encanto,

Neste dia santo.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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