Vertigem libertada

Já viste que acordei numa vertigem libertada,

Quando os cavalos atravessam o prado ao longe,

Sem consciência se é muito baixo ou muito alto,

Pensando que o doce temporal lava a minha alma,

Mesmo que a chuva dobre o chão do céu quebrado,

Ouvindo no rádio a melodia daquilo que me acontece,

Não sabendo onde está a luz que me reconhece,

De alguma maneira à procura do caminho para o mundo,

Serão as paixões coincidência de um livro que não se escreveu,

Mesmo que nesta loucura o abraço amigo que me acolhe,

Dentro de um momento descoberto no amanhecer do amanhã.

M.


lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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