Já viste que acordei numa vertigem libertada,
Quando os cavalos atravessam o prado ao longe,
Sem consciência se é muito baixo ou muito alto,
Pensando que o doce temporal lava a minha alma,
Mesmo que a chuva dobre o chão do céu quebrado,
Ouvindo no rádio a melodia daquilo que me acontece,
Não sabendo onde está a luz que me reconhece,
De alguma maneira à procura do caminho para o mundo,
Serão as paixões coincidência de um livro que não se escreveu,
Mesmo que nesta loucura o abraço amigo que me acolhe,
Dentro de um momento descoberto no amanhecer do amanhã.
M.