Sonetos esquecidos

Esqueço que o tempo foi uma vez embora,

Quero sair daqui para o desconhecido,

Como uma bala que atravessa o céu descoberto,

Saber que o destino foi feito numa maresia ao entardecer,

Quando as noites são tão escuras no abraço celeste,

Saio à rua e procuro a luz que se esconde atrás de uma cortina,

Ainda que consiga escrever sonetos esquecidos,

Serei uma vez mais um estranho num zoo perdido,

Desapontado com aquele se encontra num fio da navalha,

E pela noite deixo por toda a neblina um beijo doce.

M.





lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

إرسال تعليق

أحدث أقدم