Esqueço que o tempo foi uma vez embora,
Quero sair daqui para o desconhecido,
Como uma bala que atravessa o céu descoberto,
Saber que o destino foi feito numa maresia ao entardecer,
Quando as noites são tão escuras no abraço celeste,
Saio à rua e procuro a luz que se esconde atrás de uma cortina,
Ainda que consiga escrever sonetos esquecidos,
Serei uma vez mais um estranho num zoo perdido,
Desapontado com aquele se encontra num fio da navalha,
E pela noite deixo por toda a neblina um beijo doce.
M.