Serenata de verão

Posso eu amar a minha vida,

Tomar a minha liberdade na mão aberta,

Encontrar o sol dentro de mim,

Correr para os braços do vento mágico,

Fechar os meus e não ver as lágrimas,

Curar os espinhos de uma serenata de verão,

Esperar encontrar na eternidade esse desejo,

Imaginar que ontem ainda foi pouco,

Tornar feliz aquele sentimento de nada ser,

Antes de saber que já parti demasiado cedo,

Encontrar, na estrada deserta, as rosas emergidas.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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