Posso eu amar a minha vida,
Tomar a minha liberdade na mão aberta,
Encontrar o sol dentro de mim,
Correr para os braços do vento mágico,
Fechar os meus e não ver as lágrimas,
Curar os espinhos de uma serenata de verão,
Esperar encontrar na eternidade esse desejo,
Imaginar que ontem ainda foi pouco,
Tornar feliz aquele sentimento de nada ser,
Antes de saber que já parti demasiado cedo,
Encontrar, na estrada deserta, as rosas emergidas.
M.