Paraíso enfeitiçado

Acordo entre o sufoco de um suor que me atravessa a Alma,

Destinado a saber que nada tenho para ver,

Levanto-me e caminho em direção ao paraíso enfeitiçado,

Arte que quis escrever numa tela em branco,

Sentir a suavidade de uma folha caída sob o meu corpo,

Olhar-me e não sentir vergonha da matéria disforme,

Caminhar no deserto de uma lua cheia e voar sem fim,

Descobrir nas palavras de um livro um momento para sentir,

Avançar até o desfiladeiro para olhar o horizonte adormecido,

Ouvir a voz que me diz as virtudes de ter sido.

M.




lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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