Acordo entre o sufoco de um suor que me atravessa a Alma,
Destinado a saber que nada tenho para ver,
Levanto-me e caminho em direção ao paraíso enfeitiçado,
Arte que quis escrever numa tela em branco,
Sentir a suavidade de uma folha caída sob o meu corpo,
Olhar-me e não sentir vergonha da matéria disforme,
Caminhar no deserto de uma lua cheia e voar sem fim,
Descobrir nas palavras de um livro um momento para sentir,
Avançar até o desfiladeiro para olhar o horizonte adormecido,
Ouvir a voz que me diz as virtudes de ter sido.
M.