liberdade esquecida

Num bater de uma asa que acaricia o vento,

Sentir o reflexo de um sentimento no olhar,

Naquele abraço de pura emoção ao relento,

Uma palavra que conforta uma alma perdida,

Quando uma lágrima corre por entre o sal da manhã,

Um desejo ardente num corpo despido de perfeição,

Querer celebrar o beijo que me dás no pôr do sol,

Procurar dentro do meu interior a vontade de ir,

Até onde o Inverno pintou uma liberdade esquecida,

Num cruzeiro sem destino, rumo aonde o infinito se perde.

M.



lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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