Num bater de uma asa que acaricia o vento,
Sentir o reflexo de um sentimento no olhar,
Naquele abraço de pura emoção ao relento,
Uma palavra que conforta uma alma perdida,
Quando uma lágrima corre por entre o sal da manhã,
Um desejo ardente num corpo despido de perfeição,
Querer celebrar o beijo que me dás no pôr do sol,
Procurar dentro do meu interior a vontade de ir,
Até onde o Inverno pintou uma liberdade esquecida,
Num cruzeiro sem destino, rumo aonde o infinito se perde.
M.