Velho sábio

Da noite o desbotar da manhã surge no horizonte,

Ainda com os olhos pendentes de um sono esfaimado,

Levanto o meu corpo em direção à luz,

Sem verdades para escrever mais um capítulo, caminho,

Como numa terra onde a fantasia era o nosso sonho,

Desço as escadas à procura de mais uma jornada,

Olho pela janela e imagino o reflexo de um velho sábio,

Histórias de uma inocência perdida nos recantos da ilusão,

Desço para mais uma caminhada por entre as almas perdidas,

Sento-me à secretária para esboçar mais um verso poético,

Lembrar-me do aroma que uma boa ganza me despertaria,

Num devaneio mergulhado em sal marinho,

No tempo distante em que o olhar pediu para não terminar.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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