Da noite o desbotar da manhã surge no horizonte,
Ainda com os olhos pendentes de um sono esfaimado,
Levanto o meu corpo em direção à luz,
Sem verdades para escrever mais um capítulo, caminho,
Como numa terra onde a fantasia era o nosso sonho,
Desço as escadas à procura de mais uma jornada,
Olho pela janela e imagino o reflexo de um velho sábio,
Histórias de uma inocência perdida nos recantos da ilusão,
Desço para mais uma caminhada por entre as almas perdidas,
Sento-me à secretária para esboçar mais um verso poético,
Lembrar-me do aroma que uma boa ganza me despertaria,
Num devaneio mergulhado em sal marinho,
No tempo distante em que o olhar pediu para não terminar.
M.