Mundo no bolso

Há quem nasça com o mundo no bolso,

Há quem encontre um amor no caminho,

E faça parecer que a vida é fácil demais,

Os meus sonhos chegam sempre atrasados,

Num espelho que conhece os meus defeitos,

Vi abraços que não eram meus,

Fui quase, fui talvez, fui depois,

Beijos que chegaram a outras bocas,

E eu a ficar com as mãos nos bolsos,

Visto uma pele cansada de tanto procurar,

Mas ainda guardo uma esperança,

Porque um corpo imperfeito ainda sente,

E um coração tantas vezes rejeitado,

Ainda pode encontrar onde ficar,

Saber que ainda me possas segurar a mão,

E mesmo que não tenha toda a sorte de outros,

Saber que me podes acolher na tua vida,

E neste caminho apreender a não desistir.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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