Ao abrir a janela sinto o murmúrio do vento a beijar o mar,
Liberto uma lufada de ar como um nevoeiro matinal,
No céu os círculos desenham-se em nuvens sonhadas,
São como versos suspensos à espera de um poeta,
Encontrar na brisa o silêncio que precisamos,
Assim permaneço,
Entre o mar que nunca cessa de ir e voltar,
Deixo que vida possa entrar,
Numa esperança que surge em forma de luz,
E na sua serenidade o vento beija o mar.
M.