Forma de luz

 Ao abrir a janela sinto o murmúrio do vento a beijar o mar,

Liberto uma lufada de ar como um nevoeiro matinal,

No céu os círculos desenham-se em nuvens sonhadas,

São como versos suspensos à espera de um poeta,

Encontrar na brisa o silêncio que precisamos,

Assim permaneço,

Entre o mar que nunca cessa de ir e voltar,

Deixo que vida possa entrar,

Numa esperança que surge em forma de luz,

E na sua serenidade o vento beija o mar.

M.


lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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