Tempestade nocturna

 Numa manhã que se despe de uma tempestade noturna,

Na maré ouvem-se as ondas a dançar ao sabor do vento,

Ao escutar o chilrear alegre de pequenos melros amarelos,

Desfaço mais um sonho que flutuava junto à orla,

Na brisa as suas asas deixam uma fragrância amendoada,

Uma ardente chama trespassa o meu corpo suado,

Os meus olhos deixam-se cair no teu sorriso desejado,

E no raiar do dia procuro os teus lábios para lá permanecer.

M.



lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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