Silêncio aventureiro

​Perfilo um pouco, mais pouco daquele tempo que só o tempo tem jeito,

E quase a tremer de medo procuro os teus lábios para te beijar,

Em olhares que se entreabrem em sorrisos de cumplicidade,

Num silêncio aventureiro esqueço o rubor da escuridão da noite,

Querendo escalar sem parar as curvas de um corpo que se desenha num prado de celestes malmequeres,

E no seu cheiro cravado a perfume de mar crispado sentir mais um momento onde an alma se deixa ficar.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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