Um cheiro perfumado invade o meu sonho semiárido,
São corrupios de fogo que ardem ao vento,
Quero perder-me como um soldado se esquece da batalha,
Num desespero de um raio de sol que brilha por entre as janelas envidraçadas de azul,
Arrasto-me mais um pouco em direção ao mar onde o sal é mais salgado,
E a minha memória imagina uma paisagem onde só as musas lá podem habitar,
Querendo um lugar onde a mensagem seja uma vez a oração do meu coração.
M.