Vou sempre voar

 Quando olho para céu e procuro mais uma estrela,

Pergunto-me se a minha Alma foi alguma vez encontrada,

Quero tocar mais um dia num beijo desvendado,

A ouvir o vento a cantar uma melodia que ilumina a noite,

Um desejo que acende um brilho no tempo parado,

Posso eu acreditar neste movimento da roda viva de uma vida,

Posso eu seguir num caminho que o coração me leva,

Escrever letras desgarradas em luz que me guia por entre a maré,

Continuar a ver onde este sorriso me pode aproximar,

Descobrir um teatro de sonhos encantados no luar desejado,

E num fio de prata olhar e dizer que nada fui,

Porque sempre acreditei que o silêncio me iria pulsar,

O sangue que toca o vento de uma história por contar,

Vou voar para longe e escapar para sempre acreditar.

M.



lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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