Refúgio sem ficar

 Esqueço-me que o fogo arde até não ver,

No amanhecer que o corpo pede mais uma lágrima,

Deixo a minha janela semiaberta para te ver,

E nos caminhos traçados caminhar sem pedir mais,

Num momento perdido entre as nuvens de inverno,

Olho pelo espelho um rosto que fica à espera,

De um instante em que me beijas sem permissão,

E quando o mar me toca o corpo despido,

Vou até existir num refúgio sem ficar.

M.





lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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