Esqueço-me que o fogo arde até não ver,
No amanhecer que o corpo pede mais uma lágrima,
Deixo a minha janela semiaberta para te ver,
E nos caminhos traçados caminhar sem pedir mais,
Num momento perdido entre as nuvens de inverno,
Olho pelo espelho um rosto que fica à espera,
De um instante em que me beijas sem permissão,
E quando o mar me toca o corpo despido,
Vou até existir num refúgio sem ficar.
M.
