Não sou poeta de escrita romântica,
As minhas páginas lavram as cores do meu ser,
Umas vezes na sombra,
Outras vezes na luz,
São rimas que nem sempre rimam,
Palavras que me tocam e deixam ter,
Um sentimento escondido que nada esconde,
São frases sem destino ou sentido,
Mas escritas para te dizer o que sinto,
Fantasias imaginadas num mundo distante,
Ou traumas de quem nunca foi completo,
São escritas ou escritos, nem sei,
Apenas procuro contemplar os sonhos que não tenho,
Ou imaginar uma vida pela qual não passei,
Enredos escritos num teatro bacoco,
E uma Alma que se cansa por não saber,
É loucura, sim eu sei,
Mas ela vive dentro de mim sem piedade,
Por ergo as mãos ao céu e procuro,
Um caminho que me liberte da escravidão,
Da escuridão que carrego dentro de mim,
E na esperança de acordar e voltar a ser.
M.