Talvez um dia


Talvez um dia eu possa ser,

Devagar eu desperto do meu ver,

Acordo sem saber,

Quero um momento dentro de mim,

Por isso escrevo sem parar,

Mesmo que apenas sejam fantasias,

De um mundo que algures eu sonhei,

Nem sei,

Mas sei que irei até onde o coração deixar,

Limpar a minha mente de demónios nefastos,

E escrever memórias sobre papel vegetal,

Junto à mesa da taberna da Maria,

Levo à boca mais um trago deste vinho,

E volto para o meu silêncio,

Se faço poesia é porque preciso de ti,

Escondida dentro da minha Alma,

Eu sei que um dia irás vir até mim.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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