refúgio

Vagueio entre sombras antigas do pensar,

Desperto órfão do eco do que fui,

Carrego no peito um passado sem lugar,

E procuro no silêncio um refúgio que me habite,

Ergo os olhos à vastidão que não responde,

Como quem implora paz ao próprio abismo,

Na ânsia frágil de voltar a sorrir-te,

Mesmo que o sorriso doa como memória,

Subo ao cume onde o mundo parece eterno,

Majestoso na sua indiferença azul,

E ali, diante do infinito que me excede,

Ofereço-te o amor que sobrevive em mim.

M.




lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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