peso do existir

Num mundo inventado me abandonei,

onde a ilusão vestia o rosto da virtude,

Crer foi um gesto que se desfez em cinzas,

e já não sei rezar como antes,

A luz escapou por entre as sombras,

ferida no parto de uma manhã sem sol,

Caminho até lugares que não escolhi,

arrastado pelo peso do existir,

De joelhos, lanço as mãos ao céu vazio,

numa oração que sangra silêncio.

M.



lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

إرسال تعليق

أحدث أقدم