Atravessar o passado

Perco de vista quando atravesso o meu passado,

Não quero reviver nada que não foi,

Entrar no teu mundo e sentir-me vivo,

Nas pedras da calçada onde o meu amor se espalhou,

Fugir por entre veredas reviradas ao contrário,

Quando nada desta vida eu soube,

Num lugar que me possa pertencer e conter,

Será que posso estar errado ou ser errante,

Deixo que o tempo possa me levar até ti,

E da escuridão se possa iluminar um caminho.

M.

 


 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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