Perco de vista quando atravesso o meu passado,
Não quero reviver nada que não foi,
Entrar no teu mundo e sentir-me vivo,
Nas pedras da calçada onde o meu amor se espalhou,
Fugir por entre veredas reviradas ao contrário,
Quando nada desta vida eu soube,
Num lugar que me possa pertencer e conter,
Será que posso estar errado ou ser errante,
Deixo que o tempo possa me levar até ti,
E da escuridão se possa iluminar um caminho.
M.