abrigo

 É no meu silêncio que acordo no infinito,

Sempre esta música que me canta ao ouvido,

Estou à procura por todos os cantos do mundo,

Não quero mais chorar pelo teu nome,

Sinto o teu cheiro junto ao meu corpo,

Será que poderei voltar a acreditar no amor,

Sempre que a minha lágrima derrama no mar,

Serei eu capaz de viver assim,

Não aguento mais esperar por ti,

Voar que nem um pequeno melro livre,

Para descobrir que no teu colo é o meu abrigo.

M.

 

 


lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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