Chuva que assalta a Alma caída de um penhasco na penumbra,
Sorte de um pobre que almejou alcançar o Sol para se banhar,
Na fonte onde a água jorra para aquele que procura a sua
luz,
Onde a vidente descobriu que na lua uma visão se viu.
M.
Chuva que assalta a Alma caída de um penhasco na penumbra,
Sorte de um pobre que almejou alcançar o Sol para se banhar,
Na fonte onde a água jorra para aquele que procura a sua
luz,
Onde a vidente descobriu que na lua uma visão se viu.
M.
Só penso em entrar pela porta da frente e ver-te uma vez
mais,
Deixar-me abraçar pelo teu sorriso que invade a minha Alma,
Encontrar-me no teu corpo e descobrir um sentimento doce,
E sem inveja do tempo deitar-me a teu lado a pensar em ser
feliz.
M.
Indo por este caminho que se ilumina na escuridão da minha mente,
Não sei se encontro em mim a força de voltar a acreditar,
Procuro um momento de mel que deleite um pensamento vazio,
E como uma aventura sem destino encontrar o destino.
M.
E se um dia acordar na noite sem conhecer a promessa,
Sentir sempre aquele calafrio que me deixa sem pensar,
Deixo-me ir na leveza de um pensamento rasgado,
Que alguma vez foi escrito por quem não sabia amar,
Mas que ao cair para lá da montanha encontrou a sua Alma.
M.
Estar longe onde a memória não me preencha o vazio,
Vaguear por entre as brumas de uma maresia acontecida,
Deixar que o vento me leve o perfume de um corpo sem sabor,
Lutar com os punhos cerrados sem saber se serei vencedor.
M.
Se tivesse asas saberia eu voar?
Se fosse eu alguém teria sentimentos?
Se quiser acordar poderia sonhar?
Se dar o meu sangue irei sentir a dor?
M.
Para cima e para baixo assim os sentimentos se encaixam
neste corpo,
Uma Alma que procura uma centelha de nada que não aparece,
Quer saber de que cor é que se veste o céu nos dias de tempestade,
E nas noites de verão que beijo pode sentir ao molhar a
chuva,
Sem saber se o seu coração será uma vez mais destroçado.
M.
Era uma vez aquele rapaz que se sentou à espera daquela
mensagem,
Esperou que a sua esperança fosse alcançada naquela brisa,
Mas o céu não lhe deu a resposta e nem a prece de mais um
momento,
Acreditou e todos os dias voltou para aquele penhasco à
espera,
Seria que ao longe no horizonte iria encontrar o seu folego
perdido,
Não sabia se era mais uma madrugada mal dormida ou um sonho esquecido,
Percorreu o seu caminho e à espera ficou.
M.
Nos olhos de quem uma vez acreditou na leveza de ser,
Na certeza de que o calor de uma manhã seria o seu encanto,
Num beijo sentido na pele despida de preconceitos,
E naquele abraço que o sentimento deixa voar até sempre.
M.
Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...