Nas areias douradas da fronteira além-mar,
O escolhido caminha sob a maresia a bailar.
Sua alma, como a brisa, livre a voar,
Entre horizontes vastos, onde o destino há de encontrar.
M.
Nas areias douradas da fronteira além-mar,
O escolhido caminha sob a maresia a bailar.
Sua alma, como a brisa, livre a voar,
Entre horizontes vastos, onde o destino há de encontrar.
M.
Na conduta do lavrador de Almas esvoaçantes e cintilantes,
No canto do conservador que percorre o caminho por entre as
janelas,
Na margem de um rio o toque de um manjar perdido,
Naquele pensamento raiado na madrugada de ontem.
M.
Escrevo sem saber se a dor é feita de cor,
Deixa-me sair desta distopia que não me larga,
Sentimento frutífero e sem sabor,
Mágoa que me arrasta pela rua da amargura,
Sinto o mel na fantasia de não saber o valor,
Levo-me até ao caminho que me deixa sem fulgor.
M.
Vais por esta viela e caminhas sem pensar no murmúrio constante,
Cheio de sonhos por preencher imaginas um céu colorido,
Naquela promessa esquecida no final de uma manhã dormida,
Danças por entre os lugares onde o coração encontra um
horizonte,
Ao teu redor procuras a memória esquecida que quer brilhar
até saber.
M.
Não sei voar,
Olho para cima e nada encontro,
Não sei escrever,
Olho para baixo e nada serei,
Não sei ouvir,
Olho em volta e nada estará,
Não sei falar,
Olho em volta e nada farei.
M.
Serei eu o sábio das palavras ocas que oscilam naquele
horizonte,
No meio daquela tempestade onde as estrelas escolhem a sua
dança,
Procuro o brilho da Alma que enfrenta com coragem a sua fé
sem verdade,
Nesta jornada onde o destino é sereno e o navio segue sem
temor,
Onde a acalmaria encerra o segredo de um sorriso intemporal.
M.
Ondas revoltas se erguem como muralhas de jade,
E o vento sussurra segredos de uma verdade,
O sábio escuta, com coração sereno e sábio,
Enquanto o peregrino, com fé, busca o seu navio.
M.
Nesta busca onde florescem os encantos de uma alma perdida,
Queres caminhar por entre os verdes prados para lá
encontrar,
Em cada suspiro de uma caminhada que queres dar alento,
Encontras um segredo que encerra um mistério cativante,
Nesta ansiedade de voltar a colorir um tormento que jogado
ao vento,
Foges por entre as brumas de uma floresta encantada.
M.
No murmúrio dos riachos e no canto dos pássaros,
As magias seguem, guiadas pelos encantos raros,
Sabem que apenas encontrando essa alma perdida,
Poderão voltar a acreditar na jornada da vida.
M.
Nesta terra de encanto, onde a magia reside,
Os magos anseiam pela alma que se divide,
Uma alma que brilha com a luz do sonho perdido,
Que os guiará de volta ao mundo colorido.
M.
Agarro mais um cigarro para no parapeito esvoaçar mais um
momento,
Sinto no vento o perfume de maresia que escolhe o seu
pensamento,
Viajo naquele sonho que descobriu uma mensagem no dia solarengo,
Na minha mão vejo agora a escrita feita pelas ondas de um
sonhador,
E na esperança de acreditar olho no horizonte à procura de
saber.
M.
Se a vontade de voar fosse uma miragem,
Se a vontade de acreditar fosse um desejo,
Se a vontade de sorrir fosse uma mensagem,
Se a vontade de viver fosse um caminho,
Se a vontade de correr fosse uma caminhada,
Se a vontade de ir fosse um começo.
M.
Assim, o poeta segue, na busca incessante,
De resgatar o que se perdeu no distante.
Por entre as brumas do oceano, ele segue a navegar,
Na esperança de um dia, a chama reencontrar.
M.
Em cada verso escrito, ele tenta reencontrar,
A chama que outrora brilhava sem cessar.
É como uma luz na escuridão do desconhecido,
Que guia seus passos, mesmo quando perdido.
M.
Nas linhas de seus versos, ecoa a saudade,
De um tempo onde a imaginação tinha liberdade.
Ele busca resgatar, nas palavras que compõe,
A essência perdida, que um dia já foi.
M.
No horizonte distante, onde o mar se confunde,
Ele sente a nostalgia, que em sua alma inunda.
É como uma chama perdida, que busca o seu lugar,
Nas águas profundas, no infinito do mar.
M.
Na bruma do oceano, perdido na lembrança,
Um poeta caminha, em busca da esperança.
Lembra-se de um mundo onde a chama ardia,
Onde a vontade de viver fervia em cada dia.
M.
Nem sempre acordo a pensar na esperança que tive,
Foge por entre os dedos um momento que quero gravar,
Desço a rua nua que me mostra a vontade de ir,
Longe de ontem para no amanhã voltar a acreditar,
Não sei porque o mar é azul ou o céu é iluminado,
Mas quero ser mais uma Alma que viaja até ao se destino.
M.
Quero ser livre para encontrar a minha Alma perdida,
Viajar por entre as estrelas que cintilam uma esperança,
Viver o dia contando todos os segundos de uma vida,
Encontrar a loucura dentro de uma mão cheia de vontade,
Correr até ao infinito e voltar a acreditar que posso ser,
Acordar na manhã despida de um encanto mostrado ao sol.
M.
Céu e mar, tão distantes e tão próximos,
Numa sinfonia de cores e mistérios,
Oh, como suas vozes se elevam em canção,
Brindando ao amor e à infinita expansão.
M.
No vasto oceano, onde os sonhos dançam,
O mar se encontra com o céu em um abraço,
As ondas sussurram segredos ao vento,
Enquanto o sol pinta o horizonte de um tom de encanto.
M.
Quando a eterna chama de luz que se esvazia no oceano navegado,
Quando a maré de um momento invade o encontro de uma alma,
Quando a mensagem navega entre as ondas de uma poesia
escrita,
Quando um sentimento acorda depois de uma noite de prazer,
Quando a imagem de um anjo se atravessa na descida da
montanha,
Quando o toque de um sonho nos persegue até ao infinito de
um dia.
M.
Quando apreender a voar leva o teu desejo até ao vento,
No momento de um encontro visto de uma janela despida,
Encontras o teu sossego junto ao parapeito para o jardim,
Ir mais além do horizonte onde a cor de um sentimento se
desfaz,
Para num beijo encantado encontrar o seu dia de felicidade.
M.
Nem escrever agora sei, Letras que me deixem sonhar, Um momento de alegria contigo, Falar de sentimentos ao luar, E deitar-me contigo na en...