medo

Campos infindáveis de tons quentes no verão,

Numa onda de pequenos sentimentos de paixão,

Aqui onde o céu toca a terra num profundo beijo,

Cantado aos sete cantos para lá ficarem,

A contemplar um manto vestido de azul-escuro,

Cintilado na brisa de uma manhã que alvorece,

Para colher de ti os frutos de um amor encontrado,

Na viagem dos amantes que procuram a fé,

Naquele que caminho bravio e vagabundo,

Encontrado no fim de uma jornada de medo.

M.

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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