chave.

 Selvagem duna deitada junto à costa desta maresia,

Rios de água salgada que salpicam os lábios do caminhante,

Risos que alastram por entre os corredores de um mosteiro,

Perfume que invade o espaço de quem anda na rua,

Sol que aparece para aquecer as mãos do pedinte,

Pensamento que atrofia as palavras que são ditas,

Loucura que vai e vem à procura de uma saída,

Chave que abre a porta de quem apenas quer passar.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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