vivida.

 Brancos laivos de sabor que não sinto,

Trincheiras que tenho de criar para ser,

Beleza que não tenho para um dia viver,

Sentimentos que um dia consinto,

Movimentos pendulares que me deixam louco,

Salto no vazio do alto do Larouco,

Sem asas ou mestria de saber viver em mim,

Em água sem cor de um dia que terá o fim,

Para em calor o meu coração adormecer,

E sem saber ir até ao encontro sem dizer,

Que a minha vida foi vivida com prazer.

M.

 

 

 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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