Farol.

 Aqui plantado à beira de um penhasco,

Observo,

O vento acaricia-me as rugas de uma vida dura,

Ninguém aparece no horizonte,

Sinto o tempo a correr entre as minhas mãos,

A noite cai,

Na esperança de te encontrar,

Ilumino a escuridão caída ao mar,

Junto à janela,

Percorro o horizonte à tua procura,

Acendo uma vela,

Sinto o aconchego do calor da lareira,

Na porta,

Uma silhueta de um corpo perfeito,

Já estarei no além?

Ou terás tu chegado ao meu lar?

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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