Tu que me fizeste do alto de uma colina,
Deixaste-me num corpo desafinado numa vala,
Trago no bolso a esperança de sentir,
Levo comigo uma vontade de voltar a querer,
Um momento que me desperta depois de mais um gole,
Estendo a minha mão para agarrar o vento,
Espalhar pelo meu corpo a magia de um vagabundo,
Caminhar por entre as pedras de uma calçada,
Encontrar na esperança um bater de asas.
M.