A chuva miudinha arranca as lágrimas do meu rosto,
Afasto-me por entre as ruas desertas do capitólio,
Ao longe uma miragem onde te vejo a sorrir,
Puxo de mais um cigarro e num fumo azulado ponho-me a caminho,
Não sei para onde vou,
Apenas sei que naquele cartaz junto à ponte dos desejos vejo um olhar perdido,
Deixo-me guiar pela ténue luz de prata que ilumina as pedras da calçada,
E sem saber ao certo quem me ouve,
Agarro mais uma esperança que uma vez encontrei num quadro de Rembrandt,
Sei que ela lá estará,
Onde a lua se cruza com o sol,
Naquele pequeno café onde o sabor é mais intenso,
E o perfume a rosas nos desperta os sentidos.
M.