Mil cucos

​Mil cucos despertam o amanhecer da primavera,

Sozinhos num vendaval de moinhos caídos,

Dias perdidos à procura do relógio amarelo,

Pequenos momentos vividos ao luar,

Histórias contadas ao vento numa tarde de verão,

Brilhantes fugas durante a divina luz,

Beijos entrelaçados que mordem o tempo.

M.

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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