Água da vida

​Rasgos de luz atravessando o meu corpo,

Água da vida que me banha ao luar,

Ruas desertas à espera que a noite se vista,

Manhãs acordadas no orvalho feito no silêncio das fadas madrinhas,

Cabelos desprendidos no vento à espera de serem encontrados,

Catedrais de mármore desfazendo-se na corrente de um amor eterno,

Horizonte longínquo onde a natureza quis uma vez chegar,

Para lá da montanha dos desejos pedidos,

E onde os corações se encontram em uníssono.

M.







lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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