Suavemente e lentamente sinto um perfume que me inunda o olfato,
As minhas pernas começam a tremer de ausência do meu respirar,
Não tenho palavras para traduzirem o que a minha fantasia esboça,
Pequenos traços que se pintam numa aquarela de cores desfrutadas,
Avanço pouco a pouco e liberto um sorriso para iluminar o meu rosto,
Ali, junto à porta surge uma aparição que me ofusca o olhar,
Somente mais um momento, somente mais um pedaço de céu,
Largo mais um suspiro num desejo que este sonho se torne meu,
Sem saber, ou sem ouvir, desloco-me com vontade de ir,
Agarro no ar rarefeito e sem parar vou até ao encontro desta sede,
Quero afogar-me nos seus lábios e sentir-lhe o sal da vida.
M.
