No amanhecer de uma chuva que cai ao de leve,
Sento-me junto à janela para ouvir o seu murmúrio,
Olho para o céu onde a luz se espalha sem se ver,
Deixo o meu coração aberto para te ter,
Levo mais um cigarro à boca para acreditar em ser,
Junto a ti levo uma memória que não se apaga no tempo,
Quero ir para lá onde as ondas são feitas de azul alviceleste,
Sonho nas cores de um verão de sol encalorado,
Volto para a cama para pensar que posso voltar a acreditar,
E na esperança de um caminho voltar a trilhar um destino.
M.