O reflexo do meu como

 Como era que o tempo era antes de voar,

Como posso eu governar esta passagem,

Como era a dor antes de conhecer a luz,

Como quero eu ir até ao fim do mundo,

Como era o abraço que dava naquela enseada,

Como era o meu amor e a minha alegria,

Como posso ter o meu refúgio de alma,

Como ir até ao mundo irreal e despercebido,

Como ganhar a liberdade para voltar a ser vida,

Como posso ouvir a chuva a tocar o corpo despido,

Como será o caminho que nunca trilhei,

Como posso acreditar que o vento vai me levar,

Como é que posso contar esta história,

Como pode esta ser a minha vida a acontecer.

M.

 


lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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