As marés da minha vida

Por entre marés e tormentas atravesso sem medo,

Sou uma memória esquecida no vento do norte,

Quero acreditar que o sonho não se perdeu,

Fecho a janela por entra a luz de um dia vazio,

Nesta esperança fugidia entre o sol e a lua,

Nesta sensação de sabor amargo que me queima,

Digo que vou até amanhã e sei bem que é longe demais,

Nas minhas vestes habituais olho pela janela à procura,

Fico cansado sem perder o tempo desfiado,

Vou por esta rua descendente à vida que perdi,

Tenho de ir porque sei muito bem que não fui,

Parto pela estrada até à cidade fantasma dos meus dramas,

E quando o amanhã chegar atravessar a espada,

Para acordar num sonho que será vivido assim.

M.




 

lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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