pudesse eu ser

 Pudesse eu ser a corda que te prende a mim,

não por nó, mas por vontade,

um laço feito de silêncio e pele,

de respirações que se reconhecem no escuro,

Pudesse eu ser a tensão suave

que te impede de partir sem querer ficar,

o fio invisível entre o teu peito e o meu,

vibrando quando o teu nome me atravessa,

Não para te cingir,

mas para te lembrar o caminho de volta,

como o vento que nunca empurra,

apenas chama.

M.



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