pudesse eu ser

 Pudesse eu ser a corda que te prende a mim,

não por nó, mas por vontade,

um laço feito de silêncio e pele,

de respirações que se reconhecem no escuro,

Pudesse eu ser a tensão suave

que te impede de partir sem querer ficar,

o fio invisível entre o teu peito e o meu,

vibrando quando o teu nome me atravessa,

Não para te cingir,

mas para te lembrar o caminho de volta,

como o vento que nunca empurra,

apenas chama.

M.



lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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