Já fui um homem com rumo,
Agora sou um mendigo da Alma,
Pensei que a minha aventura era interminável,
Mas agora só um caminho me atraiçoa,
Quero levar comigo o teu beijo,
Para esquecer os meus fantasmas do imaginário,
Fosse eu alguém que pudesse ser,
E o tempo pudesse eu parar,
Para sentir no deslizar dos teus lábios,
Uma aventura sem destino,
Fosse eu alguém,
Não me assombravam os traumas de não ser,
Carregar a Alma pela avenida,
E deixar-te entrar no meu coração,
Fosse eu alguém,
Para parar de me assustar com o impensável,
E voar até às nuvens vestidas de veludo,
Fosse eu alguém.
M.