Fosse eu alguém

 Já fui um homem com rumo,

Agora sou um mendigo da Alma,

Pensei que a minha aventura era interminável,

Mas agora só um caminho me atraiçoa,

Quero levar comigo o teu beijo,

Para esquecer os meus fantasmas do imaginário,

Fosse eu alguém que pudesse ser,

E o tempo pudesse eu parar,

Para sentir no deslizar dos teus lábios,

Uma aventura sem destino,

Fosse eu alguém,

Não me assombravam os traumas de não ser,

Carregar a Alma pela avenida,

E deixar-te entrar no meu coração,

Fosse eu alguém,

Para parar de me assustar com o impensável,

E voar até às nuvens vestidas de veludo,

Fosse eu alguém.

M.




lady f*

Sou alguém que escreve para compreender o que sente e para dar forma ao que, de outra maneira, ficaria preso no caos dos pensamentos. No Stupid Brain, a poesia nasce como um diálogo íntimo entre a mente e o coração, entre aquilo que se tenta esconder e aquilo que insiste em vir à superfície. Os meus textos percorrem territórios de amor, perda, desejo, solidão e esperança, explorando as fragilidades humanas com uma linguagem sensível, por vezes crua, por vezes delicada, mas sempre honesta.

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