Choro eu bem baixinho,
Chora o chão debaixo de mim,
Quando passo por esta rua banhada de Alma perdida,
Esqueço-me que venho sem medo,
Terei eu guardado o meu coração cansado,
Que lá no fundo terei um momento a dividir,
Choro eu bem baixinho,
Chora a história do meu desdém,
Possa eu acordar deste sentido mal vivido,
Encontrar nas pedras da calçada um caminho,
E rezar que melhores dias se aventurem,
E nunca mais largar este sentimento.
M.